Auscultação dos alunos da EPCV-CELP – Polo do Mindelo para a construção do Plano Cultural de Escola
Nos últimos dois dias do 1.º período, o pátio (e também o pavilhão!) do Polo do Mindelo transformou-se num verdadeiro espaço de participação democrática. Do 1.º Ciclo ao Ensino Secundário, todos os alunos foram convidados a dar opinião, partilhar ideias e imaginar a Escola que gostariam de viver — isto no âmbito da construção do Plano Cultural de Escola (PCE), documento orientador para a aplicação do Plano Nacional das Artes (PNA) na Escola.
A atividade começou com uma explicação simples: o que é o Plano Nacional das Artes e porque é que ele só faz sentido se for construído com os alunos e para os alunos. A partir daí, mãos à obra! Organizados em grupos e eleitos os seus presidentes pelos próprios colegas, os alunos refletiram, discutiram e criaram cartões cheios de cor, ideias e criatividade.
Os mais novos responderam à pergunta “Como gostavas que a Escola fosse?”, usando restos de cartolinas, lápis e materiais reutilizáveis, numa ligação direta ao tema agregador do PNA nas EPE deste ano letivo. Já os alunos do 2.º e 3.º Ciclos foram desafiados a pensar em temas que gostariam de trabalhar, no papel das artes, culturas e patrimónios na escola, na relação com os professores e ainda tiveram direito a um “cartão livre” para sugestões sem limites.
No 9.º ano e no Ensino Secundário, o desafio ganhou uma palavra-chave poderosa: Transmutação. Através de sessões de brainstorming, os alunos refletiram sobre o significado desta palavra no contexto escolar e sobre como a Escola pode transformar — e ser transformada — por quem a vive todos os dias.
Mais do que uma atividade artística, esta foi uma experiência de cidadania ativa: ouvir, dialogar, escolher, criar e participar. Um passo importante para uma Escola mais democrática, mais criativa e, acima de tudo, mais próxima dos seus alunos.
AUTOR(ES): Equipa PNA
