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Integrar, proteger, cumprir, um compromisso que não admite exceções. Uma lição sobre Direitos Humanos

Integrar, proteger, cumprir, um compromisso que não admite exceções. Uma lição sobre Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro, data em que se assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos, os alunos do 9.º ano juntaram-se à turma do 10.º ABC para uma atividade diferente, no âmbito das disciplinas de História, Geografia, Cultura e Cabo Verde (HGCCV) e de Cidadania e Desenvolvimento.

O ponto de partida foi um tema atual e desafiante: os refugiados de guerra e a violação dos Direitos Humanos em diferentes contextos. Organizados em grupos mistos, os alunos foram confrontados com um cenário apocalíptico onde Cabo Verde surgia como um lugar seguro — mas com recursos limitados. A missão não era fácil: escolher, de um grupo de dez refugiados, quem poderia ser acolhido… sem conhecer toda a informação sobre cada um.

A atividade foi dinamizada pelo integrador social Pedro Casas Lago, que trouxe para a reflexão a sua experiência de trabalho na integração destes grupos em contextos de adaptação a uma nova realidade. Este contributo ajudou os alunos a compreender melhor os desafios enfrentados por quem é forçado a deixar o seu país e recomeçar noutro contexto cultural, social e humano.

Entre debates, dúvidas, argumentos e decisões difíceis, os alunos perceberam rapidamente que nem sempre é simples ser justo quando faltam dados, tempo ou recursos. A atividade permitiu refletir sobre preconceitos, escolhas, empatia e responsabilidade, mostrando como, em situações de crise, os Direitos Humanos podem ser postos em causa.

Mais do que chegar a uma “resposta certa”, o objetivo foi pensar criticamente, ouvir o outro e compreender a complexidade das decisões que afetam milhões de pessoas em contextos de guerra e deslocação forçada.

O principal objetivo da atividade foi mostrar que os Direitos Humanos são, por natureza, universais e invioláveis, mesmo quando, na prática, não são respeitados. Pretendeu-se ainda levar os alunos a compreender que todos temos o dever de os defender, promover e fazer cumprir, reconhecendo a responsabilidade individual e coletiva na construção de sociedades mais justas e humanas.

Uma atividade intensa, desafiante e muito atual, que levou os alunos a sair da sala de aula e a colocar-se, por momentos, no papel de quem decide… e de quem espera por proteção.



AUTOR(ES): Rafaela Baganha, Professora de HGCCV e Cristiana Midões, Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento

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