O seu navegador está desatualizado!

Atualize seu navegador para ver esta página corretamente. Atualizar o meu navegador agora

×

Prémios no Concurso-So(U)lo- Pensar a Terra: A importância dos solos

Prémios no Concurso-So(U)lo- Pensar a Terra: A importância dos solos

A EPCV-CELP participou no concurso So(U)lo- Pensar a Terra: A importância dos solos, inserido no Projeto “Soil! I see you!, Unveiling Urban Soil Threats Through Art”, coordenado pela APECV com a parceria da RdA Climate Solutions e da Quinta Oficina e financiado pelo Mega Projeto Europeu SoilTribes como resposta ao apelo da União Europeia ‘Missão Solos’.

O tema propõe a criação de narrativas artísticas sobre os solos que explorem metodologias, suportes e tecnologias das artes plásticas, do design, da performance, da escrita criativa e do multimédia, para aprofundarem a sua relação com os solos, focada nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.

Os projetos desenvolveram-se na disciplina de Oficina de Artes, em virtude da sua natureza específica privilegiando o desenvolvimento da criação artística no desenvolvimento das competências inerentes ao perfil do aluno à saída do ensino secundário.
Os alunos trabalharam em pequenos grupos (2), na criação de narrativas artísticas que demonstram a importância do solo e a sua relação direta com a arte, centradas na pesquisa, experimentação e criação. Após fase de brainstorming, que incluiu a pesquisa da agricultura em Cabo Verde, os dois grupos envolvidos optaram por criar vários produtos artísticos potenciadores de narrativa.

O grupo coordenado por Carolina Sancha experimentou a criação de pigmentos a partir dos vários tipos de terra-cor, textura/composição, existentes na ilha de Santiago num retrato de grupo em que usaram o “seu” próprio pigmento, intitulado “Txon ki retrata” e uma maquete “científica” dos solos de Cabo Verde, abrangendo as ilhas de Santiago, Sal e Maio.

O grupo coordenado por Bruna Rocha, no projeto -Txon- retratou a luta contra a seca persistente em Cabo Verde. “Como estrutura da composição, construímos uma ampulheta que serve como uma metáfora que simboliza a nossa contagem do tempo

e a longa espera pela chuva que demora a chegar ao nosso país. Ao representar uma figura coberta de terra a tentar recolher a escassa água da chuva com um simples balde, pretendemos ilustrar a persistência/resiliência e a dificuldade vividas perante a seca em Cabo Verde.”

O grupo criou, ainda, uma “pintura” em que foram utilizados os mesmos solos da instalação anterior: terra vermelha, terra castanha e areia. Escolhemos duas figuras emblemáticas da cultura cabo-verdiana: o homem trabalhador, com o seu chapéu característico, símbolo da resiliência, e a mulher, que personifica a força e o cuidado. Ela transporta o filho, conhecido como "bombu" (crioulo) o ato tradicional de carregar a criança presa ao corpo pelo pano e equilibra na cabeça o balde, imagem típica do transporte de alimentos como peixe ou fruta para a venda na rua. Estas são figuras fortes e profundamente identitárias do nosso quotidiano. Representámos também o chão, árido e seco, como base para estas figuras.

O projeto “Txon” obteve o 1.º Prémio na categoria C: dos 15 aos 17 anos (ensino secundário; ensino profissional/especializado), e o projeto ”Txon Ki Retrata” obteve o 3.º prémio na categoria D: onde competimos com o Ensino superior (politécnico e/ou universitário): a partir dos 18 e sem limite de idade (ensino profissional/ensino superior e comunidades).

Os projetos estiveram expostos na biblioteca aquando da exposição final de Artes, em que a sua disseminação contribuiu para a autoestima e (auto)valorização dos nossos alunos e (re)conhecimento do trabalho desenvolvido no âmbito das Artes.

A promoção e divulgação de iniciativas como esta, e outras atividades realizadas na EPCV-CELP, em plataformas informáticas e página da escola, procuram, ainda, dar cumprimento ao estipulado no Projeto Educativo (Eixo de ação 3-Qualidade do serviço e impacto na Comunidade.

Atendimento Online